Brincando de Blog

À direita Maxi com seu filho; à esquerda sua esposa comemorando um gol

À direita Maxi com seu filho; à esquerda sua esposa comemorando um gol

 

Colho, agora – e, pelo menos, por enquanto – os frutos de meu último comentário, de defesa da permanência do técnico Celso Roth. Não vi o jogo, escutei pela Gaúcha em meio a uma aula de Direito Civil. Prestei atenção a ambos, o jogo e a aula. É um problema, esse de ser um só: num minuto, estava matutando sobre o que é responsabilidade objetiva, no outro, gol do Grêmio; depois, contratos de seguradoras, gol do Grêmio; responsabilidade decorre de culpa, gol do Grêmio; a prova pode ser por confissão, oitiva, documentos ou presunção…gol do Grêmio. Melhor aula do ano até agora.

Pelo pouco que ouvi, o Grêmio envolveu o Zequinha como um marsúpio acolhe o filhote. Nada além do mínimo que nós, gremistas, temos direito de exigir. O Zequinha tem bons jogadores para a média do Gauchão, como o goleiro Luiz Müller, o Fabiano cachaça e o Sandro Sotilli (que sempre desponta entre os goleadores do estadual em times “pequenos”, mas nunca deu certo no Inter).

A festa foi completa: goleada, vovô Tcheco fez o dele, Maxi López se apresentou à torcida com um gol de revesgueio (foi o que eu ouvi), titulares em campo, Jonas fez gol, enfim: eu, você, o Celso Roth, o André Krieger, a Wanda Nara, todo mundo foi para casa feliz da vida – eu principalmente, pois estava levando pedrada atrás de pedrada por ter defendido o treinador.

Aliás, um esclarecimento se impõe. Na minha extenuante jornada em busca de divulgação do blog, recebi um comentário de um agora amigo e torcedor fanático tricolor que, já cansado de ver o time apanhar nas mãos do Roth, confundiu minha opinião com um elogio incondicional a Roth enquanto técnico de futebol.

Esclareço: minha opinião por uma trégua ao Celso se dá por dois motivos.

O primeiro: tenho muita esperança no grupo que está sendo remontado, remodelado. Não temos um time pronto, mas uma nova equipe em relação ao final de 2008. Logo, quem pensa que o Grêmio tem uma base mantida e, portanto, obrigação de jogar o mesmo futebol do ano passado, está equivocado, o Grêmio precisa encontrar uma nova base, pois só sobraram Victor, Léo, Réver e Tcheco no time titular. São muitas as mudanças, o time não é o mesmo e eu tenho visto com bons olhos o trabalho que o Roth tem feito quando escala o time completo.

O segundo motivo: em meio a uma primeira fase de Libertadores não se troca de técnico. Sinceramente, ou seremos campeões com o Roth, ou não seremos. Não pensem os corneteiros de plantão que trazendo Renato Portaluppi os problemas vão sumir, porque não vão. Ninguém é mágico e, na minha opinião, o único grande problema que eu enxergava na atuação do atual técnico começou a ser resolvido hoje: o Grêmio começou a usar um time majoritariamente titular no Gauchão. Agora sim, estamos treinando para a Libertadores; agora sim, estamos metendo 6 a 1 nos times “pequenos”, tal como fizemos em 95, por exemplo. Se Roth seguir com essa mesma postura, de manter a mesma base em todos os jogos e inserir aos poucos o Herrera, o Douglas Costa e o Maxi, que tiveram poucas chances até aqui, e se o time seguir produzindo como fez contra Universidad de Chile, Boyacá Chicó e hoje contra o Zequinha, teremos, em breve, o que estamos acostumados a chamar de máquina tricolor. Anotem isso.

Continua no próximo capítulo…

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Reconheço que, no ano passado, quando o Grêmio foi eliminado na Copa do Brasil e no Gauchão, fiz coro à massa tricolor que queria Pelaipe e Roth fora do comando do clube. Inclusive antes de André Krieger assumir o comando do futebol do Grêmio e garantir a permanência do técnico para o Brasileirão, fazia projeções catastróficas para o caso de ele ficar. Porém, desde aquele fatídico dia em que Krieger afirmou à imprensa que Roth seguiria firme, passei a acreditar, com muita esperança, que se aquilo não fosse despiste para ganhar tempo (e o tempo provou que não era), poderíamos, com Roth à frente do time em uma pré-temporada fora de época naqueles 30 dias sem jogos antes da partida contra o São Paulo, virar a mesa e começar a sonhar, “quem sabe, com uma vaga na libertadores”. Sempre tive asco do nosso treinador, mas naquele momento passei a apostar no seu trabalho…e deu no que deu: fomos vice-campeões brasileiros e ganhamos a vaga à Libertadores, disputando o título até a última rodada, em um ano cuja previsão era fugirmos do rebaixamento.

Celso está por um fio no cargo há um ano
Celso está por um fio no cargo há um ano

É claro que apoiar, alentar o Grêmio, onde o Grêmio estiver, é uma obrigação de quem se diz gremista. Óbvio, também, que o torcedor, apaixonado em sua essência, estravaze o ódio por ter perdido os últimos grenais de forma estúpida – sendo o primeiro deste ano jogando melhor e com um gol injustamente anulado, o de Jonas, e o último perdendo como se fôssemos um Brasil de Pelotas, abatido e cansado – e resolva pedir a cabeça de alguém, e que esse alguém seja logo o Celso.

Assisti, meio de longe, a galera protestando no estádio, corneteando em blogs e no ClicRBS, dizendo “eu já sabia”, “fora burroth”, etc., com muita apreensão. Fui ao estádio no jogo contra o Universidad de Chile pela Libertadores, em que o time amassou os chilenos e só não fez gol porque naquela noite os deuses do futebol tinham ido dormir mais cedo. Foi um show técnico e tático, uma aula de como se deve ganhar uma partida de futebol. O Grêmio encurralou o time adversário em todos os cantos do campo de jogo, fazendo lembrar as belas atuações contra São Paulo e Santos pela Libertadores 2007 – com a ressalva de que, na minha opinião, o grupo de 2009 é tecnicamente superior. Bom, resumindo: estava aguardando o jogo contra o Boyacá Chicó na Colômbia, jogo que segundo a imprensa definiria a situação de Roth.

Aqui abro um parêntese: é muito ridículo esse negócio de que o trabalho de todo um ano, de uma pré-temporada, de contratações indicadas pelo técnico e por aí vai, dependam de um único resultado. É absurdo, é como se meu chefe viesse até a minha mesa e dissesse “olha Ruy, teu desempenho tem sido satisfatório no último ano, mas está horrível nesta última semana, então se amanhã o teu trabalho não melhorar, tu estás na rua”. Ridículo, não? Talvez seja verossímil, mas com certeza é um absurdo.

Pois bem, assim como todos os corneteiros (para quem não sabe, ‘corneteiro’ é aquele torcedor que só sabe reclamar do time, do técnico, dos jogadores, da direção, enfim, sempre tem algo do que reclamar em vez de torcer – e que, via de regra, quase nunca vai ao estádio) e a imprensa, eu estava depositando todas as minhas fichas naquele jogo contra o Boyacá, mas de uma forma diferente. Esperava voltar a ver o mesmo time que jogou uma final de copa do mundo no Olímpico, esperava que Roth estivesse certo, que o discurso de desmerecimento do Gauchão tivesse algum fundamento e que realmente a equipe estivesse guardando seu melhor futebol para ganhar a Libertadores. Queria, e continuo querendo, a permanência do Celso Roth, pois não lembro de uma equipe sequer ter trocado de técnico e chegado ao topo da América antes.

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E não é que o bom futebol voltou? A atuação do tricolor foi acima da média, a equipe jogou fora de casa com o mesmo ímpeto mostrado na partida no Olímpico contra o Universidad (o que não acontecia em 2007, quando chegamos à final da Libertadores revertendo maus resultados em casa) e devolveu a esperança aos gremistas.

Creio que temos uma equipe limitada, porém muito melhor do que em 2007. Ora, se chegamos à final em 2007, por que diabos não teríamos condições de vencer este ano? A equipe do Boyacá se mostrou frágil contra o Grêmio, mas é importante lembrar que estamos falando do atual campeão e líder do campeonato colombiano, que conta ainda com Independiente Medellin, América de Cali, Deportivo Cúcuta e outras equipes fortíssimas.

Finalizando, acredito que seja hora de torcida e imprensa darem uma longa trégua ao Roth. Ele tem feito um bom trabalho, coerente com suas posições públicas. E, afinal, eu prefiro perder todos os grenais do ano e ser campeão da Libertadores, do que ser campeão do gauchão e ganhar dos vermelhos.

Pensei…pensei…pensei…e resolvi criar um blog.

Acho que hoje em dia os blogs têm sido um importante instrumento de difusão (e concentração) de opiniões, conceitos, afinidades e experiências. Sempre achei legal, sempre quis fazer parte desse mundo, compartilhar um pouco de mim. Hoje resolvi encarar o desafio.

Não pretendo me ater a um ou dois temas, aqui o tema é livre. Vou falar de tudo que gosto: política, futebol, direito, informática, eventos, smartphones, séries de TV, notícias e tudo o que valha a pena comentar. Enfim, vou brincar de blog.

Em breve (assim que conseguir achar um tempinho na agenda), meu primeiro post. Aguardem!

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